238 dias – Dentro de mim

Aqui estou eu. Novamente escrevendo sobre você. Não sei até que ponto o que sai da tua boca é realmente o que quer, e nem o que não sai é o que não quer. O que posso te dizer depois de todo esse tempo, é que eu descobri em mim alguém que não consegue guardar o que sente. Eu que sempre me apresentei como introvertida, introspectiva. Percebi que quando se trata de amor, eu não consigo viver com ele somente dentro de mim. Eu preciso compartilhar. Eu preciso falar. Eu preciso escrever. Eu preciso me doar.

Nossos caminhos se dividiram, se distanciaram. Mesmo assim eu continuo achando que o amor é a chave para abrir a porta da felicidade. Não importa a que ponto as coisas chegaram, o que eu quero te falar é sobre o amor que eu sinto. É, esse mesmo que fez com que eu mudasse completamente a maneira que eu enxergo a vida. O que eu quero te falar é que independente do sofrimento e do final infeliz, eu encontrei no amor um sentido, pra tudo! Não vejo nada que possa ser bem sucedido e feliz sem amor. Vejo amor na criação dos filhos, amor pelo trabalho, amor por si mesmo, amor pela natureza, amor pelo conhecimento, amor pela vida! Não existe nada neste mundo que possa ser bem feito sem amor. E é talvez por isso que eu não consigo sentir raiva de você. Como posso guardar em mim sentimentos negativos por uma pessoa que me mostrou o que existe de melhor na vida? Hoje eu tento colocar amor em tudo que eu faço. Desde recortar corações na cartolina até cuidar de cada pedacinho deste blog. Apesar de todas as minhas lágrimas, existem muitas coisas boas, sabe? Eu sou a melhor delas.

Parei pra prestar atenção em mim, procurando meus erros, meus defeitos e qualquer outra coisa que justificasse o nosso fim. Procurei tantas coisas ruins e encontrei tantas coisas boas. Parei com essa história de desistir de mim mesma. Eu sei que não sou a mais bonita. Sei também que maltratei tanto o meu corpo que ele nunca mais será o mesmo. Mas mesmo assim, consigo olhar no espelho e ver uma beleza ali que eu nunca tinha reparado, acredita? Tenho admirado o meu caminho torto, a minha resistência com as regras, a minha desobediência em seguir o caminho “certo”. Olho pra trás e vejo os atalhos que segui, os momentos em que recuei, as muitas vezes que fiz retornos, que desrespeitei os avisos, que não ouvi os conselhos. Olha só onde eu cheguei. Olha só onde eu ainda posso e vou chegar.

Estou só começando.

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Comments

  1. e talvez vá sempre ser assim, se é que me entende.

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  2. Eu acho que você começou a muito tempo, mas só percebeu que começou agora.
    Sabe o que me mata? Ver pessoas tendo coisas que não merecem e pessoas que merecem muito mais tendo tão “pouco”…
    Assim, assim, sei que o pouco de uns é o muito de outros, mas acho que já adquiri um carinho inestimável por você só por aqui, talvez por simpatizar um cado com sua história, e também por estar acompanhando e conhecendo até desde o começo… Daí eu fico com uma necessidade de dar ajuda a uma amiga necessitada… e… ah… Vou fazer logo o troço do facebook. ¬¬
    Beijo. ;*

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  3. marcando presença aqui no seu blog em mais uma noite. não estarás só nunca florzinha 😀 :*, se cuida, sua linda. 🙂

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  4. O amor é e será sempre a mola real da vida!
    Mas deve ser correspondido…!
    Tá??!!

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  5. O amor está em tudo que nos acontece, até mesmo na dor. É preciso parar e olhar pros lados… você poderá surpreender-se…
    Bjs!

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