Perder ele pra morte é bem pior!

tinha lá os meus 16 anos e ele seus 18; um baile da escola; conheci o grande amor da minha vida no dia 17 de dezembro de 1982, às 21:45 minutos e tocava i want to hold your hand dos beatles; usava uma camisa social branca, uma calça preta e sapatos sociais; cabelos penteados pra trás; me fitava, de longe; eu sentada, sozinha; minhas amigas dançavam com seus respectivos pares; eu o olhava discretamente, envergonhada, sentia seus olhares; andou na minha direção, coração disparou; ao chegar, perguntou-me se poderia sentar-se ali e soltou: te convidaria para dançar se eu soubesse; e sorriu; falei que não sabia dançar também e rimos os dois; conversamos até o baile acabar; naquela época as conversas com rapazes eram restritas; tive lá os meus namoricos, mas nada que envolvesse muita conversa; ali descobrimos nossas semelhanças; uma paixão por bichos; famílias complicadas; beatles; árvores; dedos anelares do mesmo tamanho que os indicadores; e uma vontade inexplicável de saber mais um do outro; olhares, tão engraçado me fazia sorrir;  o beijo não aconteceu; o tempo passou tão rápido; uma amiga me avisou que já estava na hora de ir; fiquei perdida quando soube que meu pai estava lá fora esperando; levantei confusa, querendo ficar; olhei pra ele e disse tchau; saí, olhei pra trás ao chegar na porta, ele me olhava, estava em pé; me virei e fui; não dormi, pensei nele durante a noite e lembrei-me que havia esquecido a minha pulseira lá; uma pulseira com um pingente de sapatinho; presente de 15 anos do meu avô; ele viu a pulseira no meu braço naquela noite e pediu para vê-la; passou a noite inteira segurando-a; aflita fiquei, adorava a pulseira; mais aflita fiquei quando percebi que não trocamos contato nenhum; eu só sabia o seu nome; só o nome! que burra! conversamos tanto… ninguém que eu conhecia sabia quem ele era, minhas amigas nunca o tinham visto; que injusto conhecer alguém que é assim, tão metade da sua laranja e ele desaparecer no mundo, sem lenço nem documento; chorei, acreditem; quase dois meses de férias; nenhum sinal; eu sentia este amor crescendo em mim tão avassalador, como o pé de feijão do joão e o pé de feijão; não entendia o que sentia pelo tal moço que vi somente uma vez na vida, por algumas horas; as férias foram um fracasso, minha família não entendia a minha tristeza; nem eu; todos os dias eu sonhava com um amor que mais parecia uma ilusão, eu me indagava se eu o tinha realmente conhecido, se aquilo não teria sido um sonho; primeiro dia de aula de 1983; meu pai me levava para a escola, era taxista; desci do carro e fui em direção ao portão; sinto como se fosse ontem a explosão dentro de mim quando o vi parado, do lado de fora, segurando a minha pulseira nas mãos; estava mais lindo do que no dia do baile; uma camiseta vermelha, calça jeans, tênis e o cabelo penteado pra trás; faltou-me ar, quis sorrir, chorar, correr, me jogar nos braços dele; abriu aquele sorriso que me acompanhou durante as férias assim que me viu; parei na frente dele, como uma estátua, tentando controlar o que dançava dentro de mim; ele só sorriu, esticou o braço e levou a pulseira na minha direção; não consigo esquecer: te achei cinderela, ele falou; ficou me olhando, eu não conseguia dizer nada; nada; quase dois meses ensaiando o que eu falaria pra ele se o encontrasse pra nao conseguir falar nem um obrigada por devolver a pulseira que eu tanto gosto? eu só conseguia olhar pra baixo; pra baixo! olhava pro tênis dele! o vi se aproximando; chegou perto, passou a mão no meu cabelo, seguiu pelo meu rosto e disse tão baixinho, que não teve um dia desde o baile que não tivesse pensado em mim; consegui, finalmente falar um “eu também”; o beijo aconteceu, ali, na porta da escola;

precisei escrever isso, pois nunca compartilhei este momento tão meu; minha história de filme, que precisa começar bonita assim para compensar o final tão ruim; eu poderia escrever um livro, daqueles bem grossos, contando sobre os 24 anos que ficamos juntos; a flor me disse que eu poderia escrever o quanto quisesse, mas ela sabe que é impossível; contarei então sobre o nosso namoro, que começou naquele dia; sobre a aprovação dele em medicina veterinária enquanto eu cursava o 3º colegial e sobre a minha aprovação em medicina veterinária na mesma universidade 1 ano depois; contarei sobre a minha família que não conhecia as minhas vontades e o culpava por ter desvirtuado a filha deles do caminho do direito, da medicina, da odontologia; contarei sobre os anos universitários tão maravilhosos e algumas vezes abalados por “amigas e amigos”; contarei sobre quando perdi a virgindade três anos depois, em uma viagem acadêmica que fizemos e também compartilharei sobre o quanto ele preparou todos os detalhes e foi carinhoso e amoroso num momento tão importante pra mim; contarei sobre a formatura dele, sobre a felicidade dele ao ser contratado em uma clínica logo depois, contarei sobre a minha formatura e os caminhos que segui na profissão que amo; contarei sobre o nosso casamento, que aconteceu no mesmo dia que nos conhecemos 7 anos depois; dia 17 de dezembro de 1989; contarei sobre a nossa filha, que é a cara dele; contarei sobre o nosso filho, que hoje segue os mesmos passos profissionais que os pais; contarei sobre os anos em que fui feliz por inteira ao lado dele; contarei sobre as nossas dificuldades, as nossas brigas, as nossas reconciliações; contarei sobre a nossa segunda lua de mel ao completar 15 anos de casados, quando ganhei uma pulseira bem parecida com a que ele me devolveu na porta da escola; contarei que ele mandou fazer essa pulseira, com os detalhes que ele lembrava; contarei que ele fez isso porque a pulseira foi levada em um assalto; contarei que ele está morto há 5 anos; contarei que eu e os meus dois filhos o vimos morrer; contarei que saímos para jantar, ele estava louco de vontade pra comer sushi e alguns quarteirões antes de chegar na nossa casa, fomos abordados por dois assaltantes que gritavam pra gente sair do carro; ele falou para o maldito que iria entregar o carro, que estava com a família ali e que tiraria o cinto de segurança, mas no nervosismo, na hora soltar a embreagem o carro deu um tranco, nem sei bem o que aconteceu; o assaltante miserável se assustou e atirou; foi tudo muito rápido e ele acelerou,disse para todos se abaixarem e os filhos da puta ainda atiraram contra o nosso carro; eu fiz o que ele pediu, me abaixei; só que assim que olhei pra ele, vi que sua camisa que era branca, como no dia que o conheci, estava vermelha, como no dia que nos beijamos pela primeira vez; desespero, eu pedia pra ele parar, me deixar dirigir e ele olhava fixamente pra frente, não falava nada; nossos filhos chorando, eu olhava pra trás procurando os malditos que já tinham sumido e ele dirigiu por sete quarteirões até diminuir a velocidade e parar; eu tirei o cinto de segurança dele, tentava puxá-lo para o meu lado, mas não tive forças, pedia pra ele mudar de lugar, que eu precisava dirigir para levá-lo ao hospital; meus filhos saíram do carro, abriram a porta e me ajudaram a tirá-lo de lá e passá-lo para o banco do passageiro; eu tremia, chorava; gritava; liguei o carro e acelerei; ele encostou a cabeça no banco e virou pra mim, me olhava e quando olhei pra ele, o vi sorrindo; fiquei nervosa, gritei com ele: porque você está rindo? Ele ficou em silêncio, sorrindo; quando chegamos na porta do hospital eu buzinei compulsivamente, meus filhos desceram do carro para pedir ajuda e quando olhei pra ele, o sorriso ainda estava lá; mas quando segurei no pulso dele, não senti pulsação nenhuma; não sei explicar se eu chorava, gritava, urrava; estava morto; um enfermeiro abriu a porta do passageiro e eu gritava que ele tinha morrido; meus filhos chorando sentados na calçada; eu não queria sair do carro, nem queria que o tirassem de lá; quando tentaram, eu abracei o corpo dele e gritava para não o levarem de mim; do lado dele, tentavam tirá-lo do carro; do meu lado, tentavam me tirar, tentavam me puxar lá de dentro; me lembro de pensar que eu tinha que segurá-lo com todas as minhas forças; uma trágedia levou o grande amor da minha vida embora; tiveram que me deixar sedada; o velório, o enterro, um desespero; queria que me enterrassem junto com ele, queria entrar naquele caixão e ficar lá dentro com ele;

a minha vida acabou ali; não contarei os dias agora porque fiz isso por muito tempo; me identifiquei com a contagem de dias da flor porque contei mais de 900 dias; perder ele pra morte é bem pior! foi a primeira coisa que eu disse pra flor; parece agressivo, eu sei, mas olha que maravilhoso, o amor dela ainda está vivo e a ama; não interessa o resto; o amor dela e os amores de tantas que vejo comentarem aqui; valorizem isso! deve doer não ter o amor do lado, deve doer mais ainda se o amor estiver ao lado de outra, mas nada se compara com um amor que morreu; se o seu amor está com outra e está feliz, não deseje a infelicidade dele; tente ser feliz também; ele está vivo!

a minha história não é de superação; ainda não superei os dias sem ele; o que eu tenho pra compartilhar é que a vida continua; é o que sempre falo pra florzinha; a dor continua, a ferida não fecha, não sara; mas o sol continua nascendo todos os dias e temos que admirar e agradecer por ainda estarmos aqui, apesar dos trancos e barrancos; faço terapia há 4 anos e 9 meses; me ajudou e me ajuda muito a seguir, sem ele; todos me falam que sou nova, bonita e que mereço ser feliz em outro relacionamento; é difícil; ele foi o único homem da minha vida; o único pra quem eu me despi, o único que conheceu o meu corpo; o único que me conheceu; o único que eu amei; tenho dois filhos lindos com ele que também sofreram muito e só podem contar comigo; apesar das lágrimas, hoje eu consigo entender e algumas vezes, até sorrir pro último sorriso que ele me deu antes de morrer.

meu nome é Maria Helena, sou médica veterinária, tenho 45 anos e moro no Rio de Janeiro. Não tenho blog e nem sei mexer nesses facebooks e orkuts. Conheci o blog da flor através de uma pesquisa de imagens da flor do pequeno príncipe e desde então, acompanho a história dela e nos comunicamos por e-mail. Deixo aqui o meu único contato para quem quiser falar comigo: mhelena_sbor@hotmail.com

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Comments

  1. Ah minha amiga, sempre choro com você !! Sua história tinha que ser a primeira, foi uma das primeiras que eu conheci. Agradeço sua participação, obrigada por compartilhar isso conosco.
    Você é um dos maiores presentes que este blog me deu.
    Torço sempre por você, sabe disso, né ?

    Beijos da Flor

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  2. Caramba!Fiquei sem ar com essa história.Realmente é uma boa pra gente refletir sobre as nossas vidas e tudo o mais.Parabéns Maria Helena,por ainda admirar o sol algumas vezes, mesmo com todo esse sofrimento.Beijos, Lu.

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  3. chorei horrores agora.

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  4. que isso………..
    conheci este blog agora e ainda estou de boca aberta.

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  5. raquel coelho says:

    as lágrimas caem pelo meu rosto..Também perdi o amor da minha vida por doença ainda que ele esteja vivo não me quer junto dele, nem ver ou ouvir.Silêncio imenso e como doi.Sou viúva de um homem vivo.

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  6. Andréa Torreão says:

    Que Deus consiga confortar o seu coração Mª Helena.

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  7. isso foi um tapa na minha cara que já desejei muito que meu ex se ferrasse depois de ter me trocado por uma vaca.

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  8. ai meu Deus, que triste. 😦 depois dessa, não vou tratar meu amor com tanta ‘grosseria’. ç_ç’
    que Deus conforte sua família, seu coração. e saiba que com certeza, seu amor esta em um lugar melhor que nós, e esta esperando você e seus filhos.

    bj :*

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  9. Renata mendes says:

    nao existe dor maior do que a dor da morte!

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  10. Maria Helena, nossa, nem sei o que dizer.
    O grande amor que eu perdi, foi o meu pai, e posso, apenas, dizer que te entendo.
    Vc vai ser feliz de novo… mas precisa terminar de sentir a sua dor.
    Fica com Deus.
    Feliz páscoa.

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  11. “Não é uma história de superação…” – Não vejo como superar tamanha tragédia. Chorei muito quando perdi o meu e ainda choro, mas você tem toda razão: perder pra morte é muito pior.

    Força sempre, Maria Helene; se não pelo que pode ainda construir, que seja pela história bonita que viveu e pelos filhos que te restaram.

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  12. Nossa Maria Helena,eu nao sei nem o que dizer depois de tudo o que li. Te desejo forças para continuar seguindo e te desejo mais força ainda para continuar cuidado dos teus filhos.
    Beijossss

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  13. Perdi o ar, perdi a fala, tive que aguardar um tempinho pra deixar essas palavras aqui.
    Que Deus conforte o seu coração Maria Helena e obrigado por ter dividido sua historia com agente.
    E Flor, obrigada por seu comentário em meu Blog, entrei aqui e acabei me apaixonando e me identificando com o seu. Estou chegando em meus 365 dias sem ele e as vezes ainda sinto como se fosse o primeiro.

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  14. Acidez Involuntária says:

    Desculpe-me pelo que vou falar,mas apesar do final trágico foram 24 anos de felicidade. Uma vida ao lado dele onde compartilharam momentos e tiveram 2 filhos. Sei que é triste demais mas olhem para o lado bom. 24 anos. Conheço pessoas que não viveram nem 6 meses de tudo isso. Maria Helena, o que te falam é verdade, onde quer que ele esteja, tenho certeza que ele deve estar querendo que você se dê uma nova chance e seja feliz novamente.

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  15. Que fiquem as boas lembranças desse amor, que com certeza já está eternizado.
    Felicidades à protagonista!

    * Flor-isbella, fique à vontade para perambular, eu só comentei mesmo porque conforme o contexto daquele post, eu já havia entendido porque tinha lido um comentário seu a respeito. Tudo vai se resolver, você vai ver!

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  16. Olá querida, bom dia. Vim agradecer sua presença no meu blog. E me apaixonei pela sua escrita. Deixei e-mail para acompanhar as atualizações. Estou encantada com seu dom para escrever sentimentos. Obrigada pela visita. Pelo comentário. E pela oportunidade que me deu de encontrar você. Voltarei. Beijos da Joii.

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  17. Sou casada há 20 anos, tenho dois filhos, e pensar na partida de alguém que se ama demais e que se construiu uma vida é muito doloroso. Por isso devemos aproveitar das pessoas todas as partes boas e vivermos intensamente. É triste, mas pelo seu relato vc foi muito feliz em todas as suas escolhas e teve do seu lado um homem que te amou profundamente, até mesmo no momento mais derradeiro.
    Vivemos em uma estação permanente de partidas e chegadas, temos que continuar na caminhada e fazer o melhor. Um grande bjo.

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  18. gente….sem ar…sem fôlego!!!!!!!

    As vezes me pego rindo quando penso no meu amor. Ele nã foi o primeiro, mas será o último da minha vida. Não me vejo sem ele e nos falamos isso sempre. Quando li sobre vc Maria Helena veio aquele nó na garganta…..nem se eu estivesse presente no dia do ocorrido conseguiria dizer que sei o que está sentindo. Obrigada por dividir sua história e sinta-se forte pq com ela damos cada dia mais importância ao nosso amor. Mas o seu para sempre continua e desejo toda a felicidade sozinha ou acompanhada….um abraço!!!

    Flor…vc tá d+ hein?!

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  19. hm., sim, agora entendi. rs.
    Vc, Flor, abriu espaço para outras falarem de suas perdas e dores… Legal!
    ontém só li o texto principal, o do dia, hoje vim conferir o restante do blog. Gostei.
    bjão.

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  20. Flor. com certeza esta historia tinha de ser a primeira. Que escritos lindos, que sentimento, coisa de cinema MESMO. Triste, porém linda.
    Tirei aprendizado dela toda, valeu muito a pena ler *-*

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  21. Um texto d everdade e beleza!
    Um texto que nos diz que a vida é sacana… mas que devemos olhar para o que se importante ela nos deu.
    Lindo… lindo… minha amiga!

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  22. Terminei com lágrimas nos olhos, eu não sei lhe dar com a perda, é algo muito difícil pra mim. E eu imagino como você é forte. Você tem uma história linda, de verdade. Um grande abraço.

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  23. Florzinha do céu!!!!!!!!!!!!!!!!!
    Eu sempre leio o seu blog e está ficando cada vez melhor.
    Comento aqui porque passei por algo parecido e choro até hoje como chorei com essa história agora. Maria Helena,seu amor é lindo…vc será feliz novamente,acredite. Beijos

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  24. Eu não sei se estava chorando mais antes de ler você ou agora que terminei. Mas creio que Deus lhe dará forças para superar essa dor apesar de saber que não existe o esquecer um grande amor. Fique na paz. Bj

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  25. Imagino que seja difícil mesmo a superação, mas sei que só quem sente o amor e a dor consegue de fato ter a certa noção do que é viver sem ele depois que a morte interrompe o sonho…Maria Helena, você nos emocionou… flor, esta é uma grande lição! E que haja sabedoria e compreensão nos corações que sofrem por essa ou por outras perdas.

    0bs.: Flor, em seu ultimo comentario em meu blog vc perguntou se eu queria participar de um projeto…nao entendi, o que é? Ahh.. e respondendo: quem me dera se o motivo da criação daquele meu texto fosse por criatividade…é verídico, um relato…lembranças que ficaram de um amor que já aconteceu….obrigada por suas palavras sempre! bjs

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  26. Sua história é de arrepiar a alma!
    Linda , linda, linda!

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  27. Perfeito, so podia ser real é um conto de fadas e quem disse que não existe conto de fadas,me deu mais força para ver que ainda posso lutar pelo meu amor…Maria Helena ele nunca te deixou ainda esta ai com vc…vcs se amam! Isso é maravilhoso é Fiel! AMei Flor um dia quem sabe conto a minhas história de amor que nem sei se pode continuar,prometo se vc quiser..Bjo! Vlw pelo comentário no meu blog,tenho dois blogs um de relatos meus e outro de poesia e amor..depois te mando…*-*

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  28. Perfeito, so podia ser real é um conto de fadas e quem disse que não existe conto de fadas,me deu mais força para ver que ainda posso lutar pelo meu amor…Maria Helena ele nunca te deixou ainda esta ai com vc…vcs se amam! Isso é maravilhoso é Fiel! AMei Flor um dia quem sabe conto a minhas história de amor que nem sei se pode continuar,prometo se vc quiser..Bjo! Vlw pelo comentário no meu blog,tenho dois blogs um de relatos meus e outro de poesia e amor..depois te mando…

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  29. Perfeito, so podia ser real é um conto de fadas e quem disse que não existe conto de fadas,me deu mais força para ver que ainda posso lutar pelo meu amor…Maria Helena ele nunca te deixou ainda esta ai com vc…vcs se amam! Isso é maravilhoso é Fiel! AMei Flor um dia quem sabe conto a minhas história de amor que nem sei se pode continuar,prometo se vc quiser..Bjo! Vlw pelo comentário no meu blog,tenho dois blogs um de relatos meus e outro de poesia e amor..depois te mando..=)

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  30. eu fazia 4 anos nesse dia, exatamente nessa hora!

    um amor sagitariano. rsrs
    bjsmeus

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  31. Uau, que história emocionante. Praece muuito uma história de cinema, difícil de acreditar.
    Deve ser mt difícil a superação. Perder o seu bem mais valioso, aquele com quem você dava céus e terras pra estar junto de ti. Mas é assim, a vida as vezes nos dá umas rasteiras que depois é quase impossível de se levantar, mas aos poucos, conseguimos.
    Passa? http://jooymartins.blogspot.com/
    Beijos

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  32. Pensei em escrever quinhentas coisas aqui mas não consigo….
    Me desculpe tirar tantas coisas boas de uma história tão triste,mas nãotem como.eu preciso valorizar e cuidar melhor do meu marido.Beijos

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  33. Sem palavras.Chorei ao ler o post…

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  34. Ainda estou em lágrimas… Nao passei exatamente por isso, mas senti uma dor bem parecida… Maria Helena, querida… Força sempre! Vou mandar um e-mail pra vc.
    Beijos e que Deus abençoe sempre

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  35. De tdas as histórias q já li aqui, nenhuma me tocou tão profundamente.

    Maria Helena, quem sou eu para tentar te falar qualquer palavra na intenção de te confortar, ou fazer qualquer coisa parecida. Só peço a Deus que te abençoe, abençoe os seus filhos e os ajude a seguir em frente.

    Um gde bjo!
    Fique cm Deus!

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  36. Olá, vim retribuir a visita!
    Que texto maravilhoso, emocionante! O que mais impressiona é a forma positiva com a qual ela encarou tudo isso, ainda encontrando forças para ajudar outras pessoas que sofrem por amor, como no conselho que lhe dá no final, Que Deus a abençõe e continue dando forças para ver dos frutos desse amor muitas felicidades!
    Beijo para as duas
    Adri

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  37. Ola meu nome é samantha tenho 22anos e conheço ador de perder um grande amor….pois eu perdi o meu querido o me amado..o meu amigo p morte tb….n é nada fácil é uma dor incuravel.mas q vc vai se contentando q vc ameniza com o tempo mas n passa.vai fazer tres anos q eu ja perdi meu amor tb…..e lendo a história dela é emocionante.n tem como n chorar ainda mais qm ja passou por uma dor paecida ou igual.pois qm perde um amor verdadeiro…. ador de todos devem ser msm……Q os nossos amores estejam na paz na paz de deuse em nome jesus cristo nos aguardando.eu confio nessas coisa em deus………eu sei q tenhu q compri aminha mição aquipara poder encontra lo novamente………Mas eu deseju muita força p vc qrida e a paz dosenhor eu sei muito oq vc sente éo msm q eu sinto…….fk com deus……………………………………………………………………………………………………………………………………….

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  38. Maria Helena,
    Lágrimas escorriam enquanto lia sua história, pensamentos e lembranças vinham a mil em minha mente….
    Passei por essa dor há 1 ano e 13 dias quando perdi o amor da minha vida. Só quem passa por isso sabe o quanto dói, é inexplicável… a saudade machuca na alma.
    Tínhamos tantos planos e sonhos, mas não pudemos realizar-los. Estávamos há exatos 100 dias do casamento, quando ele teve um infarto e não resistiu.
    Mas agradeço imensamente a Deus por me deixar fazer parte da vida dele, dos seus sonhos e planos, por tudo o que ele me ensinou, por todos os sentimentos que me despertou, por me fazer crescer tanto. Com toda certeza, ele foi o melhor capítulo da minha vida.
    Conto os dias para o grande reencontro, e assim continuarmos o que iniciamos a muitas vidas atrás.
    Muita força, querida. Sei que a dor é imensa, mas somos muito privilegiadas por termos tido esses anjos em nossas vida.
    Um grande beijo.
    Fica com Deus.

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  39. Taynara Carvalho says:

    Essa foi uma das historias mais tristes q eu ja vi na minha vida… Chorei mto lendo isso ;(
    Q Deus te abençoe e alivie essa dor enorme q é perder o grande amor da sua vida…

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  40. tambem perdir o homem de minha vida e uma dor de enlouquecer mas eu me apego em cristo jesus só ele pode consolar o o senhor e que me sustenta (pois a vida pra mim perdeu graça)

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