23 dias – O Pequeno Príncipe

Conhecem a história do Pequeno Príncipe ?

A história começa com o príncipe pedindo para o narrador do livro desenhar um carneiro  pra ele. E como o narrador não era um bom desenhista, ele desenhou uma caixa e disse ao príncipe que o carneiro estava lá dentro.  O príncipe queria que o carneiro comesse os baobás. Os baobás eram uma preocupação pro príncipe, pois eles eram plantas que cresciam e ficavam enormes e o planeta dele era muito pequeno… os baobás poderiam acabar com o planeta do príncipe. Depois de algum tempo, o príncipe se questiona sobre a possibilidade do carneiro também comer as flores. E descobre que carneiros também comem flores e que seus espinhos não as defendem disso. O príncipe fica triste, ele diz:

“-E se eu, por minha vez, conheço uma flor única no mundo, que só existe no meu planeta, e que um belo dia um carneirinho pode liquidar num só golpe, sem avaliar o que faz, – isto não tem importância ?! Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões e milhões de estrelas, isso basta para que seja feliz quando as contempla. Ele pensa : « Minha flor está lá, nalgum lugar… » Mas se o carneiro come a flor, é para ele, bruscamente, como se todas as estrelas se apagassem !”

O narrador, sensibilizado com o príncipe, disse que iria desenhar uma mordaça no carneiro para proteger a flor do príncipe. E a desenha.

Mas que flor seria essa ?

A flor apareceu um belo dia no planeta do príncipe. No início ele pensou que era um baobá, mas logo ela parou de crescer e ele ficou esperando o que iria aparecer ali, já que a flor era muito vaidosa e demorou muito pra aparecer, se arrumou por muitos e muitos dias. Era um flor diferente de todas as flores que ele já tinha visto. A primeira coisa que ele disse pra ela foi: -Como és bonita. E desde então, o príncipe começou a cuidar da flor. Com um regador, ele servia água fresca pra ela todos os dias e todas as noites a colocava sob a redoma, com um pára-vento para que ela não sofresse com o vento. A flor, muito vaidosa, ocultava de onde tinha vindo, ocultava que em outros lugares teriam flores como ela. A flor, queria se sentir única. O príncipe, mesmo a amando, começou a duvidar do que ela dizia e sentiu-se infeliz.

E um dia, ele decidiu partir. Se despediu da flor, que disse que tinha sido tola mas que o amava. Ela disse pro príncipe ser feliz. Ele quis colocar a redoma para protegê-la do frio e ela negou. Disse que saberia se cuidar e que saberia se defender dos bichos grandes porque ela tinha garras, espinhos.

Durante toda a viagem do príncipe, ele aprendeu grandes coisas sobre o mundo e sobre a vida. Mas eu gostaria de ressaltar as grandes lições que o príncipe aprendeu quando chegou ao planeta Terra.  Assim que ele chegou à Terra, conheceu uma serpente que disse a ele:

“- Eu posso levar-te mais longe que um navio. Aquele que eu toco, eu o devolvo à terra de onde veio. Posso ajudar-te um dia, se tiveres muita saudade do teu planeta.”

Ele não deu muita atenção pra serpente e seguiu o seu caminho. E pra sua surpresa, ele encontrou um jardim cheio de flores exatamente iguais a sua flor. Descobriu que sua flor, era uma rosa. E ele ficou triste pois a flor disse que era a única no mundo.

Seguiu o seu caminho e encontrou uma raposa. E a raposa ensina ao príncipe o que é cativar. Ela diz a ele que eles não passam de uma simples raposa e um simples garoto para cada um. E que se ele a cativasse, eles teriam necessidade um do outro, ele seria pra ela único no mundo e ela seria pra ele única no mundo. E ele lembra da flor, conclui que a flor o cativou. E seguindo o conselho da raposa, que prometeu lhe dar um presente quando ele voltasse, voltou ao jardim com todas aquelas rosas iguais à sua flor. Ele diz à elas:

“-Vós não sois absolutamente iguais a minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela é agora única no mundo. Sois belas, mas vazias, disse ele ainda: Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o para vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.”

Então ele voltou para a raposa, para receber o presente que ela prometeu. A raposa disse:

“-Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos. Foi o tempo que perdeste com a tua rosa que fez tua rosa tão importante. Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa.”

E o príncipe segue o seu caminho, refletindo sobre as coisas que aprendeu no planeta Terra.

“-Os homens do teu planeta, disse o príncipezinho, cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim… E não encontram o que procuram. E, no entanto o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa. Mas os olhos são cegos. É preciso buscar com o coração. O que é importante, a gente não vê.

“-As estrelas são belas por causa de uma flor que não se vê. Se tu amas uma flor que se acha numa estrela, é doce, de noite, olhar o céu. Todas as estrelas estão floridas.”

“-Não soube compreender coisa alguma! Devia tê-la julgado pelos atos, não pelas palavras. Ela me perfumava e me iluminava… Não devia jamais ter fugido. Deveria ter-lhe adivinhado a ternura sob os seus pobres ardis. São tão contraditórias as flores! Mas eu era jovem demais para saber amar.”

Então, o príncipe quis voltar para o seu planeta, para a sua flor… mas ele não sabia como. Seu corpo era muito pesado pra que ele o pudesse carregar. Ele procurou a serpente… aquela que ele conheceu assim que chegou ao planeta. Lembrou que a serpente poderia ajudá-lo. Marcaram um encontro e a serpente cumpriu o que disse a ele que faria quando se conheceram… E ele se foi…

O narrador lembra que quando desenhou a mordaça para o carneiro, ele se esqueceu de juntar a correia. E ele relata algo que acontece com ele e que também acontece comigo sempre que lembro dessa história.

Quando estou feliz e lembro dessa história, penso que o príncipe deu um jeito de resolver esse problema da mordaça do carneiro e que a sua flor está protegida.

Quando estou triste e lembro dessa história, penso que o carneiro comeu a flor. Isso mesmo.

Mas porque estou aqui falando sobre o príncipe e a flor ? Bom.. quando me apaixonei por ele, eu enviei o livro de Pequeno Príncipe pra ele pelo correio. Há mais de 2 anos atrás. Acredito que todo mundo deve ler este livro. E ele leu. Durante todo esse tempo eu pensei que ele tinha absorvido a essência do livro. Mas hoje eu penso que não. Infelizmente…

Sendo ele o príncipe e eu a flor, ele fez exatamente o mesmo que o príncipe. Ele se cansou do que tinham, ficou insatisfeito com a flor e decidiu ir embora para conhecer coisas novas e aprender coisas novas. O que me deixa feliz, é que o príncipe, mesmo deixando a flor, aprendeu que o que é essencial na nossa vida é aquilo que não vemos, que o  amor que sentimos por quem nos cativa e por quem cativamos é mais forte do que qualquer outra coisa no mundo. O príncipe teve que deixar a flor para aprender isso… ele teve que me deixar. E eu pergunto: Será que ele irá aprender como o pequeno príncipe ? Será que ele irá chegar à conclusões parecidas com as que o príncipe chegou ? É triste, infelizmente não tenho mais esperanças racionais… Mas este amor desmedido que tenho em mim grita loucamente pra eu esperar, me diz pra ter calma que o meu príncipe irá voltar. Não só voltar pra mim, mas também voltar a ser um príncipe, já que longe de mim ele virou um sapo.

E pra quem, assim como o Pequeno Príncipe, aprendeu o que significa amar alguém de verdade, não desistam do amor. Amem com todas as forças. É algo tão mágico, que ultrapassa qualquer sentimento egoísta ou negativo. E mesmo que traga algumas cicatrizes, vale a pena amar !!!


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Comments

  1. Seria basicamente a diferença dos artigos. Do “um/uma” para “o/a”.

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  2. “mesmo que traga algumas cicatrizes, vale a pena amar !!!” [2]
    Amei esse post! Já fui atrás de alguém que me emprestasse esse livro, espero começar a ler na próxima semana. *-*
    ;* Flor, se cuida!

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  3. Florzinha, Florzinha….o colega é um SAPÃO….que você, envovida por este amor não correspondido…não está vendo….mas tudo bem….tudo tem seu tempo…uma hora destas você vai conseguir entender que nesta vida há muitos e muityos outros príncepes encantadores por aí…permita-se, linda menina…permita-se:abra este coração, pois o NOVO sempre vem…

    beijos, sua lindona!

    Bia

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  4. Oi flor… Eu amo a história do Pequeno Príncipe, li várias vezes o livro, especialmente na adolescência. Penso que devo voltar a lê-lo, talvez agora com um novo olhar.
    Obrigada pelo teu carinho no meu blog, vc também já é especial pra mim, aquele tipo de coisa q não se explica, rs
    Bom, Edu piorou então não tô muito bem. Mas espero que vc esteja bem aí. Fique com Deus…

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  5. oi linda obrigada pelo comentário..eu tb amo a história do pequeno principe…
    “Se tu vens às quatro da tarde, desde às três eu começarei a ser feliz”
    acho lindo…vi seus posts…fiquei impressionada com a do 22 dias….que triste..mas a gente faz isso msm..acontece..fique bem!!! bjos bem grande

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  6. Oi florzinha linda. Só consegui aparecer de novo agora e estou voltando de onde parei.
    Que texto lindo,esse livro definitivamente não é um livro só para crianças.
    Para mim não é uma surpresa que você tenha em si tudo o que o livro passa, já te disse que és uma menina iluminada.
    E hoje estou mais calma,por isso vou torcer pra que esse sapo vire príncipe. Só uma flor como você poderá conseguir transformar esse sapo com todo o seu grande amor.

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  7. Oi Flor! Te encontrei lá pelo meu cantinho e vim visitar o seu, não pude resistir a replicar seu post aqui, com todas referências de seu blog, me permites? Se incomodar-te, é só me dizer que eu tiro ele do ar. Não tenho tantos seguidores, nem muitas visitas fiéis, mas realmente me apaixonei pelo jeito como escreveu sobre o livro, esse livro fez parte da minha vida, desde a adolescência, e recentemente descobri o quanto ele me fala, conjuntamente com a pessoa que escolhi pra compartilhar a minha vida, minha existência, minha caminhada de luta por apenas ser…
    Espero sua resposta, e te desejo muitas felicidades neste tua vontade de viver esse amor que tens… Amor é o que nos move, independente do que venha com ele, se desejas amar: AME!

    Se um dia deixares de sentir o desejo de amar… Naturalmente será o fim, acabará a dor e com ela o êxtase de se viver amando, até quem sabe… Você encontre um novo amor!
    Bjus no coração
    Ana Roos

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  8. Amooooooooooooo o Pequeno Príncipe!!

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  9. Tatiane Azevedo says:

    Olá! conheci sue blog ontem anoite, e definitivamente estou encantada. Nunca imaginei que alguem na terra sentisse as mesmas coias que eu tenho sentido. Sei exatamente como é essa situação. tô lendo todos suas postes desde o dia 01 e já to morta de curiosidade para saber como você está hoje… Faz exatos 142 dias que eu tbm terminei e estou me recuperando dessa dor. è muito complicado mesmo. resolvi ler todos os posts desde o inicio, por isso nãos ei como está hoje. Espero que esteja bem, estou na sua torcida. beijos

    AH e já ia me esquecendo, O Pequeno principe é um dos meus livros preferidos, já havia lido quando criança mas emprestei e não me devolveram, ai meu ex(palavrinha dolorida) me deu um de presente assim do nada, sem data comemorativa, só pq ele passou em uma livraria viu e lembrou de mim.

    beijos e se cuida

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  10. É só o amor, é só o amor, que conhece o q é verdade…

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Trackbacks

  1. […] 23 dias —> O Pequeno Príncipe. Uma das poucas coisas que escrevi e acho lindas.. Mesmo que neste dia ele tenha dormido com outra. […]

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  2. […] “O Pequeno Príncipe” – (flor do pequeno príncipe, raposa e pequeno príncipe, etc etc etc) Muitos termos de pesquisa pro pequeno príncipe. Quem não gosta desse livro? Acredito que as buscas sejam pelo post que já escrevi sobre a história: 23 dias – O Pequeno Príncipe […]

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